É o lema do portuguesinho.
Que p’ra não doer, vai cortando
Todos os dias um bocadinho!
Primeira coisa a cortar
As viagens ao estrangeiro!
O que é nosso é que é bom!
E custa “pouco” dinheiro!
O carrinho fica à porta
P’rós fins de semana, talvez.
Enquanto não houver que cortar
O mal todo de uma vez!
Corta a carne, olha o preço!
Que não pára de subir,
Já agora corta o peixe,
Senão ficas a pedir.
Fruta, queijo, bacalhau,
Luxos, não! Muito obrigado.
Não há povo como o nosso
Tão mansinho e poupado!
Com a barriga a dar horas
Sem mais para cortar
O Zé pede ao governo
Para ele o sustentar!
Corta, corta, corta
Diz o Soares p’ró Pinto.
Que data de comilões!
Eles que apertem o cinto!

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