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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A uma mulher

Vive debaixo da ponte
Mesmo à beira do rio
No casebre que é seu lar
Entra o vento, mora o frio!

“Miss Ponte” lhe chamam
Alguns por brincadeira
Mas ela passa indiferente
Feliz à sua maneira.

Que é feia, que é leviana
Dizem dela em qualquer lado
Mas gosto de vê-la caminhar
No seu andar aprumado.

Se passa por mim diz sempre
Amavelmente Bom Dia.
Mais gentil que muita gente,
De outra categoria.

Tem a pele negra, curtida
P’lo sol, p’lo vento, p’lo frio
Mas é livre como as gaivotas
Companheiras suas no rio.

Seu nome não sei qual é
“Miss coragem”, “Miss” só, porque não?
É mulher como as outras
Tem no peito um coração.

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