Quando dentro de mim,
Tudo é serenidade,
Gosto de contemplar
A tua calma imensidade!
E ver-te assim, oh! Mar!
Tão ordeiro,
Manso como um
Cordeiro
As tuas águas reflectindo
O azul de céu, tão lindo,
E o sol, sobre ti
A brilhar,
Num mar de prata
Te pareces transformar
Depois vens, com
Carinho,
Beijar a areia
De mansinho,
E eu, repito sem cessar
Como és belo, Oh! Mar!
Mas se no meu coração
Se agitam sentimentos,
Quando a minha alma
É um aceano de tormentos;
Eu quero-te, oh! Mar!
Forte e altivo,
Tal como um gigante
Que se sente cativo;
As tuas ondas
Investem nos rochedos;
Que das tuas fúrias
Não têm medos.
E nesse instante,
Eu me sinto,
Tua irmã, tua amante!
E os teus constantes bater,
Nas rochas fazem erguer,
Castelos de espuma no ar;
Perante tanta grandeza,
Consegues minha raiva acalmar,
E continuo dizendo sem cessar,
Como és belo, oh! mar!

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